Em Pontal do Paraná, os desafios e resultados em prol do desenvolvimento empresarial

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Para muitos agentes de desenvolvimento a função era totalmente desconhecida antes do convite, via prefeitura, ser efetivado. Para Lisiane dos Santos Simões Rocha, agente de desenvolvimento em Pontal do Paraná desde 2015, a situação não foi diferente. Atuando na área de cultura do município, o convite para ser a AD aconteceu quando estava em licença maternidade, em 2014. “Recebi visita de colegas da prefeitura em minha casa enquanto estava em licença maternidade. Houve uma avaliação de que meu perfil estava de acordo com o que era necessário para a função e me convidaram. Aceitei. Mas não tinha a menor noção do que seria trabalhar com micro e pequenos empresários, para o desenvolvimento empresarial. A vivência mais próxima dessa função foi trabalhar com economia solidária com artesãos na área de cultura”, conta a AD.

Para Lisiane o desafio foi intenso. “Terminei minha licença e assumi em fevereiro de 2015. Ainda na licença fiz o primeiro curso, o de AD à distância via Sebrae para começar a entender um pouco o que a função iria exigir. Mas a realidade é bem provocativa e desafiadora. Tive que me dedicar, como ainda faço”, conta. Apesar de no período em que ainda estava de licença o Comitê ter sido constituído, restabelece-lo foi um dos desafios. “O Comitê possui uma função muito importante e é preciso que seus integrantes estejam efetivos, participantes. Tive muito apoio do Sebrae e recompomos o Comitê para que seja efetivo, atuante. Hoje, cerca de 10 pessoas participam todo mês dos encontros, onde temas como tributação, educação empreendedora, acesso a mercados e simplificação e desburocratização são os mais debatidos”, explica. Lisiane expõe que ainda existem divergências nos trabalhos do Comitê, como efetiva participação e opiniões contrárias. “Mas o grupo trabalha em prol do município, fracionando temas que são discutidos por grupos menores que trazem orientações para a discussão maior. O grupo conhece a Lei Geral, pela revisão que fizemos sobre seus itens e nas participações em capacitações sobre o tema.”

Integração

Mesmo com os desafios e não sabendo o que iria enfrentar ao iniciar as atividades, Lisiane não perdeu o foco e buscou todo suporte para dar conta da missão. “Minha surpresa maior foi ter iniciado as atividades em março de 2015 e no mesmo ano, ao participar dos encontros promovidos pelo Sebrae, receber o Prêmio de AD Destaque Regional Leste. Foi um incentivo muito importante na caminhada.” Caminhada que inclui muitas conquistas em prol dos empresários da região e do desenvolvimento municipal. Entre os que Lisiane destaca a isenção total das taxas ao microempreendedor individual, agilidade nas formalizações e obtenção de licenças via Sala do Empreendedor ou Redesim e a conquista do segundo lugar estadual no Prêmio Prefeito Empreendedor na categoria Compras Públicas. “No meu planejamento como agente tenho ainda itens que não foram conquistados, por diversos fatores, mas principalmente porque não temos toda a estrutura pública necessária. Mas outras tantas já foram efetivadas, como encaminhar aos empresários mensalmente os editais de licitação, tornar público o relatório de atendimentos efetivados na Sala do Empreendedor, realizar semanalmente palestras de orientação ao MEI, participação nas reuniões ordinárias e extraordinárias do Comitê Gestor, fazer todo o processo de secretaria executiva das reuniões do Comitê Gestor, participar dos encontros locais e regionais dos agentes, bem como, das capacitações ofertadas pelo Sebrae. “O ADA é um articulador entre os empreendedores, poder público e instituições. É o AD quem busca encontrar e favorecer meios para o desenvolvimento das micro e pequenas empresas, sensibilizando e cobrando no município a aplicação da Lei Geral. O AD precisa ser dinâmico, ter liderança, ter profissionalismo, estar comprometido, ter iniciativa e muito conhecimento da Lei Geral. Ela é a bússola de todo o trabalho.”

Para Lisiane é preciso respirar fundo e buscar conhecimento quando o que foi programado não deu certo. “E tentar novamente!”. Entre as iniciativas que já acontecem no município estão: Feira do MEI; capacitações de orientação à formalização (realizadas semanalmente); divulgação de linhas de crédito; articulação e acompanhamento do Programa Cidade Empreendedora, principalmente no que se trata de Educação Empreendedora e Compras Públicas; atendimento na Sala do Empreendedor. “Enfrento burocracia, falta de apoio e problemas com o espaço físico para trabalhar. Porém, é preciso saber lidar com as adversidades e trabalhar em prol de convencer o parceiro e envolver todas as entidades relacionadas as MPEs para efetivar as conquistas. Isso me trouxe muitas conquistas pessoais, como o conhecimento da Lei Geral, conhecimento de pessoas e locais que jamais imaginei conhecer, contato com o empresariado local e regional, além de capacitações nos mais variados assuntos junto ao Sebrae/PRE, Fecomércio, Conampe e Associações”, finaliza a AD.